Um dos pólos de produção artesanal que abastecem o mercado turístico de Natal está em São Gonçalo do Amarante. Também não é para menos, ele é um dos poucos municípios onde o artesanato tem sua importância reconhecida. A principal característica é que, apesar da multiplicidade, cada local tem uma especialidade, onde os artistas transformam argila, palha, sisal e pedra, criando peças utilitárias ou objetos decorativos
E o município, vizinho de Natal, é um grande fornecedor da matéria prima, facilmente encontrada em seus distritos, especialmente em Bela Vista, Chã de Moreno,, Coqueiros, Jenipapo, Jacaré Mirim, Oiteiro, Poço de Pedras, Santo Antônio e Serrinha e até na sede.
Orientando essa atividade existem a Cooperativa de Artesanato do Potengi, o Clube de Mães Iraci Cavalcanti, Associação das Mulheres de Uruaçu, cujos produtos são oferecidos em Ponta Negra, no Papa Jerimum e nos Centros de Artesanatos de Natal. Se você for a São Gonçalo, vale uma parada na sede da Cooperativa de Santo Antônio, que tem uma oficina de produção, onde se acompanha o artesão em processo de produção e várias lojas com suas peças.
O folclore vem recebendo um grande incentivo para sua preservação, já que é uma forma de cultura espontânea cujo aprendizado se dá ao longo do tempo, de geração a geração e que não deixa muito registro escrito.
Em São Gonçalo as manifestações populares mais comuns são o Boi Calemba, formado por "enfeitados e mascarados" e que são apresentados normalmente nas festas de fim de ano, já que sua história evoca o Natal de Cristo. Também tem os Congos São-gonçalenses, cujo auto tem por motivo central a representação de uma Embaixada da Rainha Ginga, soberana africana, ao rei Cariongo, seu irmão, rei do Congo.
O Pastoril, recuperado em suja essência, com dois cordões de pastoras defendendo o azul e o encarnado, a diana, mestra e contramestra. Elas cantam prendas de saudação ao público e louvam Cristo. Os grupos que mais atuam são o Boi Pintadinho, o do Coco de Roda, O Bambelô da Alegria, todos formados por idosos e os Filhos do Sertão, Companhia Folclórica Aldeia do Boi Calemba e dois grupos teatrais, o Teatro Experimental e o Grupo de Teatro União, por jovens.
Texto: Rafael Cavalcanti
Fotos: Maxwell Oliveira