Bela, selvagem e desafiadora é o que se pode resumir da praia da Barreira Roxa, a primeira da Via Costeira, vizinha do famoso farol de Mãe Luiza e exclusiva para os olhos de quem se hospeda no Hotel Escola Senac Barreira Roxa.
Uma pequena enseada, que não chega a um quilômetro de extensão, e que é privilégio exclusivo para quem consegue ter acesso. É assim que podemos descrever a praia da Barreira Roxa, protegida por arrecifes que enfrentam a dança permanente das ondas que se quebram nas horas de preamar ou a placidez (às vezes traiçoeiras, pelas correntes marítimas), quando acontece a baixa mar.
Barreira Roxa encanta e por isso tem que ser muito respeitada, Pela sua localização, nas proximidades da ponta de Mãe Luíza, suas águas são sempre revoltas, não só para quem se arrisca a mergulhar como para os navegantes. Não é a toa que, nas suas imediações, no alto da duna, está o farol de Mãe Luiza.
Por conta da dificuldades de acesso e de ser considerada área de risco para banhos, Barreira Roxa é uma praia desconhecida pelos próprios natalenses. Antes da construção da Via Costeira, era um grande platô limitado pelo mar e pelas dunas. Ela começou a se modificar com a construção do Instituto de Biologia Marinha e do Museu do Mar, iniciativa da Universidade Federal que ainda lá se encontra e hoje é um dos bons pontos de visitação turística.
Com a Costeira, o governo do Estado resolveu implantar a residência do governador do Estado. Mas o projeto era tão grandioso e nababesco que revoltou a população. Os planos foram alterados e no lugar da mansão, foi implantado um hotel escola, hoje administrado pelo Senac e uma das referências no treinamento de mão de obra para a hotelaria do Nordeste.
Ao seu lado, e já no finzinho da praia, está o hotel Ponta do Mar, um três estrelas de muito charme e que tem uma grande estrutura de lazer e diversão. Na outra ponta está o restaurante Tábua de Carne, considerado um dos maiores na gastronomia potiguar, cuja especialidade é a carne de sol, acompanhada de macaxeira, feijão verde e farofa dágua.
Uma grande formação rochosa e uma espécie de tabatinga, de cor roxa, coberta pelas dunas e vegetação típica da beira mar, foi quem inspirou os natalenses a denominar aquela praia de Barreira Roxa.