Por conta de sua posição geográfica de se encontrar na chamada esquina do Brasil e do próprio continente sul americano, o Rio Grande do Norte tem ao longo de todo o seu litoral uma barreira natural de proteção formada por corais e parrachos, às vezes submersas ou que emergem à tona do Atlântico, ou que passam bem perto ou mais distantes das praias.
Na formação deste processo, a natureza reservou uma das maravilhas do litoral potiguar, praticamente no encontro dos litorais norte e leste brasileiro que marca o ponto exato onde o Nordeste começa. São piscinas naturais que se formam e que se transformam num paraíso ecológico, oferecendo banho a sete quilômetros de mar a dentro e mergulhos em imensas piscinas, cercadas por cardumes de pequenos peixes, lagostas, camarões e várias espécies marinhas.
Esse paraíso fica nas praias de Maracajaú, Pititinga, Zumbi, Rio do Fogo e Perobas, no litoral norte potiguar, distante de 60 a 80 quilômetros de Natal. Esta área de formação coralina já está transformada em APA (Área de Proteção Ambiental).
Entre esse conjunto de corais estão os de Maracajaú, mais conhecidos como parrachos, ocupando área de 13 quilômetros quadrados, a uma profundidade que varia entre um a quatro metros, na baixa-mar, e se localizam a sete quilômetros da praia Rio do Fogo também tem suas formações de corais, mais conhecidos como parrachos secos, distantes oito quilômetros da costa e que são sinalizados por um pequeno farol, que avisa o perigo para as grandes embarcações.
Quem vai até lá não imagina que terá uma bela visão de grande parte do litoral potiguar, que permite que se tenha a idéia das mais variadas paisagens tropicais, ao longo de 60 quilômetros, aproximadamente.
Os bancos de corais que formam os parrachos de Rio do Fogo ocupam uma área de 30 quilômetros quadrados, um pouco maior do que o dobro dos parrachos de Maracajau. Na maré baixa a profundidade atinge entre 60 centímetros a 1 metro e 20 centímetros, de águas límpidas, formando um ótimo passeio para passeios de barcos e mergulhos em suas piscinas naturais.
Em Perobas o Brasil começa a fazer a curva do seu litoral. Lá ainda é leste, porém menos de vinte quilômetros adiante está a ponta do Calcanhar, quando o litoral passa a ser norte.
O avanço da terra é protegido pelos mais extensos parrachos da nossa costa, começando no litoral de Rio do Fogo e se estendendo até Perobas e Carnaubinhas, em Touros. Acompanham o litoral numa distância de oito quilômetros.
Apenas um farol lembra a existência dos parrachos, Os barcos de pescadores, improvisados, conduzem os curiosos até lá, para um mergulho nas imensas piscinas ao lado de pequenos peixes
Na maré baixa a exemplo de Rio do Fogo, profundidade atinge entre 60 centímetros a 1 metro e 20 centímetros, de águas límpidas, formando um ótimo destino para passeios de barcos e mergulhos em piscinas naturais.