Rio Ceará Mirim
No roteiro do Litoral das Emoções o balé das balsas, no frenético vai e vem do turismo, o rio Ceará Mirim é um desafio vencido pela força e destreza dos capitães do remo.
Fotos - Maxwell Oliveira
Quem percorre as atrações turísticas do litoral ao norte de Natal certamente vai se lembrar ou rever as fotos de uma agradável travessia de balsa por um rio, logo após Genipabu. Já o nome do rio, é provável que já tenha esquecido. Ele é o Ceará Mirim, um dos cinco maiores do Estado que nasce do encontro de riachos que surgem das chuvAS aos pés da serra do Feiticeiro, em Lages,.
Ele está no roteiro do Litoral das Emoções. De repente, o inusitado para o turista. Ele tem que deixar a segurança do caminho em terra e na beira da praia, pela travessia do rio Ceará Mirim. A princípio parece uma temeridade. Como é que um pequeno barco pode dar conta de conduzir um jeep ou um carro?
Mas fazer o que, pensa o mais prudente. E se deixa levar pela aventura e pela experiência do motorista do carro e do balseiro. E quando a balsa deixa a margem do rio, vem a sensação do pitoresco e do bucólico.
É isso resumidamente que acontece com que faz a travessia do rio Ceará Mirim. É um trecho curto, que fica entre 80 a 100 metros, que são vencidos a força do braço, que impulsiona e direciona a travessia.
O rio não é muito fundo. Na sua parte central chega, no máximo, aos três metros de profundidade. Nas proximidades das margens e antes de chegar a parte central, tem menos de 1,50 metro de fundura.
A travessia é rápida e também não há espera pelas balsas. São mais de 30, que se revezam de uma margem para outra. Para quem prefere ver um belo panorama, recomenda-se que deixe para voltar a tardinha. O por do sol no rio, merece umas belas fotos.
A travessia de balsa no rio Ceará Mirim já vem acontecendo há uns trinta anos. Ela surgiu com o próprio buggie, que somente ia até Genipabu e precisou das balsas para chegar a Pitangui ou Muriu
No seu encontro com o mar, uma pequena vila de pescadores que tem o nome de Barra do Rio, agora é dividida com casas confortáveis construídas pelos chamados "veranistas", a maioria oriunda de Natal. Apesar de sua famosa vizinha, Genipabu, o turismo só passa pelo rio e pela sua vila, e de buggy. A vila é simples e tem pouco mais de 200 anos. Antes era um aldeamento de pescadores. Até bem pouco tempo, coisa de 60 anos, ela era formada por apenas duas famílias, os Pedro e os Bento e não tinha mais de 20 casas.
A pesca da tainha no mar, dos siris e caranguejos no mangue do rio era a rotina de vida. Em vez dos buggies que passam as centenas, todos os dias, o movimento era dos cavalos com seus caçuás cheios de peixe, vindos das praias do norte para abastecer Natal.
O rio também serve como estaleiro de barcos. Normalmente os proprietários de barcos de Pitangui ancoram suas embarcações para reparo no casco ali, dando uma paisagem diferente e que rende boas fotografias.
O movimento das balsas tem início às 5.30 h da manhã e segue até às 18 h. Depois disso funciona um plantão, que vai até as 22 h. A balsa em sua maioria tem capacidade para um veículo pequeno, mas há algumas que comportam dois e outras que suportam até sprinters.
Texto: Hélio Cavalcanti