Cidade do Sol Esquina do Brasil Litoral Costa Branca Litoral das Emoções Litoral dos Golfinhos Sertão e Agreste

Destino Brasil Destinos Especiais Destino Nota 10 Destino Paraíba Destino Pernambuco Ecoturismo Minha Praia é o Turismo No Flagra O Trade é Show

Agências de Viagens Câmbio Fácil Cinema Moviecom Cinema Cinemark Correios Empregos Garfo e Faca Horários de Vôos Hotéis e Pousadas Promoções Hospedagens Promoções Viagens Tábua de Maré

Anumcie aqui Divulge seu Evento
fim esquerdo
Destino Nota 10 - Natal 11 de Maio de 2009

Destino Nota 10: Cracóvia, Polônia

Para o jornalista de turismo Antonio Roberto, a Cracóvia é um destino Nota 10, mesmo com dez abaixo de zero...

Programa de índio? Nada disso. Mas pode ser “farra de esquimó”, por que não? Adoro ir para a Europa no frio. No frio de lá, viu? Tenho uma verdadeira empatia com as temperaturas negativas do Terceiro Mundo, desde que o vento não abaixe muito a sensação térmica. Pelo menos por uns dez dias, dá para aguentar – e curtir – o inverno sem qualquer sobressalto.
Mas em fevereiro passado confesso que peguei pesado: Polônia. Isso mesmo que você leu. Neve por todo o canto, acalentando a alma. Eu e Lucinha fomos, digamos, ao limite do que um “caba” que mora no Nordeste brasileiro pode aguentar no rígido inverno europeu. E sabe que foi bem suportável, apesar dos mais de dez abaixo de zero, em Varsóvia.

O roteiro incluiu República Tcheca e Polônia na primeira fase. Depois, Suécia e Dinamarca. Não falei que era farra de esquimó?... Na Polônia visitei Cracóvia, Oswiecim, Wadowice e Varsóvia. O Hélio Cavalcanti já deve estar indagando: e o destino nota 10, qual foi? Cracóvia, meu caro Hélio. Sem titubear.
Segunda maior cidade da Polônia, Krakow (como se escreve por lá) reune história, arte, cultura, boa gastronomia e bela vodka. Mas como um cervejeiro tem que ser fiel à cevada, aí vai a dica da melhor cerveja polonesa: Zyviec. Até a embalagem é legal. E custa pouco: uma latinha equivale a pouco mais de R$ 1. O mesmo preço daqui.
Apesar da sofrida história da Polônia, os cracovianos – como os polacos, em geral – sorriem. Gentis e conversadores, adoram perguntar sobre o Brasil, com ênfase, claro, no futebol e no carnaval. Uma passagem que define bem a Cracóvia: pela primeira vez, nos últimos três ou quatro anos, não levei notebook na bagagem. A cada hotel que chegava, recorria ao Business Center para checar meus e-mails. No Hotel Sympojzium, na Cracóvia, deu-se o seguinte diálogo, por telefone, assim que cheguei ao apartamento.
- Há computador para o hóspede acessar?
- Não, mas o senhor pode usar o computador da recepção, sem custo.
- Muito grato. Já vou descer.
De repente o telefone do apartamento toca e é o recepcionista. Num inglês trivial, por isso facílimo, me sugere um notebook no apartamento. Mas quanto custaria em zlots (moeda local), penso e falo ao mesmo tempo.
- Sem custo, disse ele. Podemos lhe emprestar.

Não acreditei e nem entendi. Mas em cinco minutos o “meu” laptop já estava no apartamento, ligado, conectado em banda larga e de graça. No dia seguinte, agradeci e fui passear. Na volta, o notebook continuava lá, me esperando. E assim foi durante os cinco dias na Cracóvia. O recepcionista foi sutil ao me “dar” o notebook:
“É um computador reserva aqui da recepção. O senhor pode precisar checar e-mail todas as noites e aí fica mais fácil deixar no seu apartamento, instalado.”
Já pensou?... Não beijei o polaco. Mas quase...
Mas vamos aos passeios. Tudo começa no bairro judeu, o Kazimiers, já que a Cracóvia se notabilizou por receber judeus de várias partes do mundo, no início do século passado. O cemitério e a principal sinagoga são os pontos principais da visita. Fora do gueto, a fábrica Schindler, mostrada no filme “A Lista de Schindler”, é visita obrigatória. Outra curiosidade é a casa que morou Helena Rubinstein, aquela mesmo dos cosméticos. Era cracoviana da gema.

Depois do Rio Vístula, que cruza a cidade, desponta uma outra Cracóvia, a católica. Na Plaza Matejko começam a Via Régia, ou o Caminho Real, que desemboca na Plaza Mayor. Vejam bem: estou tentando simplificar a grafia, entre o português e o espanhol, já que faltam assentos do idioma polaco e o encontro de tantas consoantes às vezes complica para mim e para você, internauta.
A rua mais exuberante de Cracóvia, onde estão os museus e igrejas reverenciados por nativos e turistas, é a Kanonica. Bem acima dela, prepare a emoção, pois a imagem da colina de Wavel, com seu exuberante palácio e a catedral onde o papa João Paulo II se ordenou bispo, abençoa a alma e lubrifica a própria curiosidade histórica. Outros ícones da bela cidade são a Barbacana, uma fortificação medieval atrás da bela Igreja de San Florian, e a Basílica de Santa Maria, na Praça do Mercado, onde a cada hora cheia um corneteiro dá o tom.

Atualmente, a Tap liga Lisboa a Varsóvia. É o melhor caminho para o natalense visitar Cracóvia, que fica a duas horas, de trem, da capital polonesa. Os trens são muito bons na Polônia, como em toda a Europa.

Texto e Fotos: Jomar Morais

Av. Governador Juvenal Lamartine 981/301
Tirol, Natal, RN. Cep - 59.022.020
Telefones: 084.3084 5382/ 9981 9922