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Destino Paraíba
Filipéia ou Frederika?

Uma cidade que recepciona o sol com belas praias, respeito ao verde, muita história ao longo dos seus 422 anos e com muitos nomes até chegar a João Pessoa, ou JPH, a capital da Paraíba

Com uma localização privilegiada, na parte mais oriental brasileira e situada entre dois importantes pólos turísticos da região, Natal e Recife, a capital da Paraíba, João Pessoa, ou carinhosamente chamada no turismo como JPE está caminhando a passos largos na consolidação da atividade, contando com a preservação de sua história, a beleza de suas praias e do verde que a transformam em cidade-jardim.

A terceira cidade mais antiga do Brasil nasceu com o nome de Nossa Senhora das Neves, em 05 de agosto de 1585, em homenagem ao Santo do dia em que foi fundada. E ela nasceu distante do mar, se fincando às margens do então denominado rio Parahyba do Norte. A cidade de João Pessoa teve vários nomes antes da atual denominação. A segunda foi a de Filipéia de Nossa Senhora das Neves, em atenção ao rei da Espanha D. Felipe II, quando Portugal passou ao domínio espanhol. Em seguida, em 1634, recebeu o nome de Frederikstadt (Frederica), por ocasião da sua conquista pelos holandeses, em homenagem a Sua Alteza, o príncipe de Orange, Frederico Henrique.

Em 1654, com o retorno ao domínio português, a cidade novamente mudou de nome, desta vez passando a chamar-se Parahyba, recebendo a mesma denominação do Estado. Em setembro de 1930, finalmente recebeu o nome de João Pessoa, homenagem prestada ao presidente do Estado assassinado em Recife por motivos políticos.

A religiosidade é uma característica que marca João Pessoa. Para se ter uma idéia dessa tradição, a primeira capela da cidade foi erguida onde hoje se situa a catedral metropolitana. Datando do início da colonização, ela foi construída para o culto a Nossa Senhora das Neves, padroeira da cidade. É em homenagem à padroeira que João Pessoa realiza a sua festa maior desde o século XIX, a "Festa das Neves", onde o sacro e o profano movimentam uma população inteira, acrescida de milhares de católicos e turistas do interior do Estado e de outros Estados do Nordeste. Os ritos religioso se iniciam no dia 27 de julho e as noites festivas, a partir do dia 30, são embaladas por shows musicais, que vão até 05 de agosto.

Entre as noites de festividade, o visitante pode curtir os dias de sol em uma das cidades mais verdes do litoral brasileiro ou suas belas e tranqüilas praias O litoral de João Pessoa possui cerca de 30 quilômetros de extensão no qual se destacam falésias , rios, e maceiós, tudo emoldurado por um denso coqueiral e resquícios de Mata Atlântica.

Se você quer ir às praias mais freqüentadas de João Pessoa, então escolha qual o seu destino entre Tambaú, Manaíra, Cabo Branco, Sol, Penha, Seixas e Bessa, que recebem maior número de turistas. Entre os atrativos que eles encontram no litoral pessoense está o farol do Cabo Branco, de onde se avista a ponta do Seixas, definindo onde fica o ponto extremo oriental das Américas,

Os grandes diferenciais urbanísticos de João Pessoa, é que, primeiro, ela não tem espigões à beira mar, o que permite a circulação da brisa do mar, por toda a cidade e, segundo, uma lagoa está encravada no seu centro comercial, bem pertinho do charmoso e tradicional Ponto do 100 Réis.

Na vizinhança de João Pessoa está a praia do Jacaré, famosa pelos finais da tarde, quando o sol se põe e o bolero de Ravel reverencia o momento mágico da tarde sendo invadida pela noite; o projeto do peixe-boi marinho, na praia de Lucena; as praias do litoral do Conde, da qual se destaca a de Tambaba, por ser a única do Nordeste, onde se pratica o naturismo.

As dicas de visitas turísticas para conhecer a cultura e a religiosidade da cidade de João Pessoa são: Basílica de Nossa Senhora das Neves, Casa à Praça do Erário (Patrimônio Histórico Nacional), Casa da Pólvora (Patrimônio Histórico Nacional), Conjunto de São Francisco (Patrimônio Histórico Nacional), Convento Igreja de Nossa Senhora do Carmo (Patrimônio Histórico Nacional). Espaço Cultural José Lins do Rego, Fábrica de Vinho Tito Silva (Patrimônio Histórico Nacional), Farol do Cabo Branco, Fonte de Tambiá (Patrimônio Histórico Nacional), Fortaleza de Santa Catarina (Patrimônio Histórico Nacional) Hotel Globo, Igreja da Misericórdia (Patrimônio Histórico Nacional), Igreja de Nossa Senhora da Guia (Patrimônio Histórico Nacional), Igreja do Mosteiro de São Bento (Patrimônio Histórico Nacional), Ilha de Areia Vermelha, Mosteiro de São Bento (Patrimônio Histórico Nacional), Jardim Botânico Benjamin Maranhão (Mata do Buraquinho), Palácio da Redenção, Palácio Episcopal, Parque Solon de Lucena e o Picãozinho

Textos e fotos: Hélio Cavalcanti

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